quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Damien
Damien é uma série de televisão do canal A&E baseada na série de filmes de terror The Omen. A atração foi encomendada como uma série em 25 de agosto de 2014, pelo Lifetime, mas foi transferida para o A&E em 29 de abril de 2015,onde estreou em 7 de março de 2016.
Sinopse
Continuação do filme The Omen de 1976, a série conta a história do jovem Damien Thorn. Agora adulto, ele é perseguido pelo seu passado e precisa enfrentar uma série de acontecimentos macabros para finalmente descobrir a verdade: ele é o anticristo.
ELENC0
Bradley James como Damien Thorn,
Barbara Hershey como Ann Rutledge,
Megalyn Echikunwoke como Simone Baptiste
Omid Abtahi como Amani Golkar,
Scott Wilson como John Lyons,
Tiffany Hines como Kelly Baptiste
Rita Lee - Amor E Sexo
ANÁLISE DA MÚSICA AMOR E SEXO – DE RITA LEE
* Evanilde Miranda
nildy_letras@hotmail.com
O título traz duplicidade de sentido. Primeiro, sugere um adição, uma soma de amor e sexo. Segundo, remete à distinção desses dois elementos.
Em “amor é um livro” a presença de uma implícita comparação, ou seja, uma ideia metaforizada do amor. O amor é comparado a um livro, ao literário, relacionado a mente, ao pensar. Para conhecer seu conteúdo é necessário lê-lo. Ler é compreender códigos. Só conhece o amor aquele que o vivenciou. Já o sexo, é posto em analogia ao esporte, não é voltado para a mente, mas para o corpo, para o ato físico. Sexo é escolha, pois se escolhe com quem ter relações sexuais, diferente do amor, que escolhe quem será objeto de nossos sentimentos. Como nem todos conseguem ter o par ideal, a sonhada “alma gemia”, aquele que consegue ser agraciado pelo amor desfruta de grande sorte.
Amor é pensamento, teorema. O que mais se faz quando se está amando é pensar na pessoa amada. Mas o pensar aqui não é apenas lembrar, sonhar, é também, o pensar como reflexão, prudência, cuidado. Quem ama cuida. É teorema, é teoria, é o complicado, logo, é aquilo que precisa ser demonstrado. Nem mesmo os poetas conseguem explicar de forma clara a complexidade do que é o amor. Quem ama não consegue explicar os sentimentos, por isso, faz questão de exteriorizar o sentimento. No sexo, o pensamento/reflexão atrapalha, só as fantasias ajudam.
Amor é novela, é romance, é sentimento, é conflito. O amor é para ser sentido. O sexo, entretanto é comparado ao cinema. Cinema remete à sala, ao reservado, no sentido de íntimo, e também à arte (habilidade é o fazer). É para a satisfação, para o prazer. O cinema é momentâneo, mais curto que a novela, semelhante a ele é o sexo, que é executado em breves momentos. Já o amor, não é uma prática, uma ação, um fazer que só existe a cada momento em que é realizado, o amor é um sentimento duradouro, preservado por aquele que o detém.
Sexo é imaginação, é concentração, é fantasia, pois não se faz sexo pensando em um poste, se faz imaginando coisas que estimule e concretize sua prática. Já o amor, é prosa, é diálogo, bate-papo, conversa. O amor é percebido como o espontâneo, que acontece sem que tenhamos domínio ou escolha. Não nos programamos para amar, nem sabemos a quem vamos amar. Diferente é o sexo, análogo a poesia, é o encanto, é o fazer. Os parceiros são escolhidos pelo encanto, pela atração, pelo desejo do sexo, e para esse fim.
O amor nos torna patéticos. Quando amamos agimos feito bobos, somos romanticamente ridículos, pois o amor nos torna sensíveis, mais sentimentais. O sexo, no entanto, é semelhante a um local aberto, pois não busca amarras, nem vive sob regras. . Epilepsia é uma doença. A referência a epiléticos remete ao estado físico e mental no momento de prazer. Um ataque epilético provoca convulsões, descontrole, tira os sentidos, semelhante ao ápice do prazer sexual. Assim como a doença, somos vítimas não do amor, mas do sexo, que domina nossos sentidos. Para ele ficamos entregues de corpo e mente. Para o amor entrega-se “de corpo e alma”.
O sentido de sexo e amor são misturados nesse verso, que sugerem uma ideia de soma, imprimindo a importância da harmonia desses dois elementos. Remetendo à expressão “fazer amor” com sentido de fazer sexo. Amor e paixão/atração assumem sentido muito próximos. Isto porque quando se ama, perde-se o controle da situação, igualmente, na paixão e no ato sexo, caracterizados pelo descontrole, seja das emoções, seja do físico no ápice do prazer.
O amor é cristão, é a lei de Deus, amar a todos como a si mesmo. O amor é redentor. Por meio dele o homem pecador se reaproxima do criador. Enquanto que o sexo é pagão, não se preocupa em redimir, ele é o que quebra regras, sempre buscando o proibido das fantasias, pois toda fantasia é proibida. O sexo busca a satisfação total, é a vontade de tornar tudo possível. Nesse sentido, o amor pode atrapalhar o sexo, porém, o sexo não atrapalha o amor, visto que é um complemento.
O amor é latifúndio, é propriedade, é casa, no sentido de proteção também de limite, pois o amor tem suas regras. Quando duas pessoas se amam elas são uma da outra, se pertencem. Elas se sujeitam à não traição. Isto remete ao texto bíblico de Cantares de Salomão “Eu sou do meu amado e o meu amado é meu”. Assim, o amor remete à exclusividade, à fidelidade um ao outro para preservar o sentimento. É mais voltado para a alma, as emoções, o completar-se. Mas o sexo, é invasão, é um “entrar no outro”, é a posse, o domínio para o simples prazer físico. O sexo não busca sentimentalismo, mas satisfação. Assim, ele não idealiza, mas é realista.
Amor é divino, porque Deus é amor. De acordo com a crença cristã, Ele deu seu único filho para redimir a humanidade. Por meio desse ato, tornou-se a maior representação de amor na qual os homem podem se espelhar. O texto bíblico no livro de Coríntios remete a esse modelo de amor, quando diz que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo suporta, tudo espera. O amor é, portanto, doação.
Contrariamente, o sexo é animal. Os animais não se relacionam por amor, eles têm necessidades sexuais, que são supridas a partir da acasalamento por instintos. Por amor, se sofre, mas ninguém sofre pelo prazer sexual. Amor não é sentimento, é ação. O sexo é associado aos instintos nesse sentido de que, no sexo não é o amor que reina, mas o desejo carnal, a vontade de satisfazer as necessidades físicas.
Amor é bossa nova, é música, é embalo, é ritmo. O amor é o que dá sentido à vida, o amor é o próprio sentido da vida. Já o sexo, é carnaval, é folia, diversão, é prazer físico. Mas o amor sem sexo é amizade. Um romance sem o contato mais íntimo é comparado com a amizade, pois pode se gostar de muitas pessoas, mas é o tipo de sentimento que diferenciará o que essa pessoa representa para alguém. O sexo sem amor é somente vontade, desejo físico. Desse forma, se percebe a necessidade de sexo e amor estarem presentes em uma relação, apesar de serem duas coisas totalmente diferentes.
Amor é um porque quando duas pessoas se amam elas procuram estar em harmonia, elo, ligação de corpo e alma. Sob essa ótica, esse um também se aplica na relação sexual, pois com amor ambos são “uma só carne”. O sexo, contudo, é dois, ninguém faz sexo sozinho, mesmo na masturbação é preciso pensar no outro para estimular os desejos. Sexo é antes porque é o desejo primeiro, é movido pela vontade, que acontece independente de sentimentos. O amor é depois, é pelo conhecer, pelo admirar, que ele se manifesta em virtude de coisas relativas aos próprios sentimentos.
O sexo vem dos outros, pois é o “entrar no outro”, é o “colocar dentro/penetração”, é a própria “invasão”. O ato em si não fica, é apenas uma ação daquele momento e pronto. O amor, porém, vem de dentro, do coração, da alma, é o sentimento, e fica. O amor é desprovido de brevidades, por isso quando se ama acredita-se que o amor é eterno.
Essa composição possui forte caráter literário, visto que é cheia de metáforas por meio de palavras que fazem parte do cotidiano, como cinema, esporte, etc, utilizadas para apresentar as diferenças existentes entre o amor e o sexo. Enquanto o sexo é apresentado como algo voltado para o físico, para o instinto, satisfação total, o amor está mostrado como aquele que se volta para a vida para o outro. É cuidado, sentimento da alma.
Desse modo, ao longo da composição é possível compreender que tanto amor quanto sexo são coisas boas, mas juntos são ainda melhores, pois é assim que estabelece um equilíbrio, um harmonia. Clarifica-se então, o duplo sentido do título. Tendo a ideia de distinção entre sexo e amor e também de soma, visto que o amor sem sexo é associado a amizade, e sexo sem amor, emblemático do animalesco, do instintivo, tendo em vista a ausência de sentimento.
MÚSICA - AMOR E SEXO
Amor é um livro
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Sexo é esporte
Sexo é escolha
Amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela
Sexo é cinema
Amor é novela
Sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa
Sexo é poesia
Amor é prosa
Sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é para sempre
Sexo também
Sexo é do bom…
Amor é do bem…
Sexo também
Sexo é do bom…
Amor é do bem…
Amor sem sexo,
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
É amizade
Sexo sem amor,
É vontade
Amor é um
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo é dois
Sexo antes,
Amor depois
Sexo vem dos outros,
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
E vai embora
Amor vem de nós,
E demora
Amor é cristão
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Sexo é pagão
Amor é latifúndio
Sexo é invasão
Amor é divino
Sexo é animal
Amor é bossa nova
Sexo é carnaval
Amor é isso,
Sexo é aquilo
E coisa e tal…
E tal e coisa…
Sexo é aquilo
E coisa e tal…
E tal e coisa…
Composição: Cilze Mariane Costa Honório, Rita Lee, Roberto de Carvalho e Arnaldo Jabor
* Evanilde Miranda - Acadêmica do curso de Letras pela UEMA
Acadêmica do curso de Jornalismo pela UFMA
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